
LONDRIX 2026: O CAMINHO DA LITERATURA
Em 2026 o Festival Literário de Londrina – Londrix chega a 21 anos ininterruptos difundindo e debatendo a criação poética e literária e seus autores. A 21ª edição marca a maturidade do Festival com o sugestivo mote “Do ontem, o eco que move o agora e caminha para o futuro”. A edição coloca em foco o papel da literatura na vida, nas memórias e na tecitura do futuro.
A programação principal do Festival acontece de 17 a 20 de setembro, com palestras e debates com autores, feira e lançamentos de livros, oficinas e shows musicais. Mas além dela, já está acontecendo a programação continuada do Londrix pelo ano, com duas iniciativas que já se tornaram tradicionais: o “Assalto Literário”, performance de leitura de poemas nos ambientes abertos da cidade, como feiras, praças, Calçadão e terminal de transporte coletivo e “Um Dedo de Prosa”, com conversas e leituras em escolas, onde os autores apresentam seus textos e debatem com os alunos do ensino fundamental e do ensino médio.
A TÔNICA DA EDIÇÃO 2026
A Diretora do Londrix, Chris Vianna, explica que a edição de 21 anos do Festival adotou como símbolo a figura do pássaro Sankofa, um símbolo de matriz africana que representa a continuidade da vida, mas olhando para o passado, para a história e a tradição. O pássaro tem um ovo no bico, o que no contexto do Londrix representa o potencial da arte literária na vida e as novidades que podem vir desse potencial lastreado na experiência acumuladas.
Chis Vianna aponta a necessidade de que a literatura seja vista como inseparável da cultura. “Toda obra literária carrega o tempo da cultura, constituidora dos significados da língua, da linguagem e do viver”, comenta. “Nós quisemos organizar essa edição de um modo que o conjunto dos autores palestrantes e da programação tivessem esse sentido”, completa.
Quando o assunto são os desafios que a atualidade e o futuro colocam para a literatura e para os que lidam com ela, como criadores e como educadores, a Diretora do Festival lista questões como a importância de reconhecer, incentivar e enriquecer as leituras de mundo das pessoas; estimular a criação com a linguagem, como a poesia o conto, a crônica, as formas orais como as rimas e canções e desenvolver interfaces da literatura com os quadrinhos, com o cinema, com as grafitagens, com as batalhas de rima, com a poesia falada e performática do slan e as formas de difusão digital.
ADEMIR ASSUNÇÃO É O AUTOR HOMENAGEADO

O autor homenageado da edição 2026 do Londrix é o jornalista e poeta Ademir Assunção, natural de Araraquara, mas notoriamente influenciado pelo ambiente cultural de Londrina, onde cursou jornalismo da UEL e viveu a agitação cultural da cidade, com amizades e parcerias poéticas com outros autores londrinenses, como Rodrigo Garcia Lopes, Maurício Arruda Mendonça, Nilson Monteiro, Nelson Capucho e Mário Bortoloto.
Na edição do Caderno 2 da Folha de Londrina, colaborou para dar vazão a visões inovadoras da poesia e da literatura. O jornalismo proporcionou uma ponte com a atualidade e os poetas da inquietação estética, Leminski, Augusto de Campos e criadores interlinguagens, de pontes musicais, como Arrigo Barnabé, Itamar Assunção e Edvaldo Santana.
O trabalho jornalístico de Ademir, depois da Folha de Londrina, passou pelo Estadão, Folha de S. Paulo, Jornal da Tarde e Revista Marie Claire, sempre marcado por criticidade e criatividade.
Tem vários livros publicados. O primeiro foi “LSD Nô”, poemas de 1994 e o último, lançado recentemente, “O Jogo de Xadrez e Outros Poemas”. Foi ganhador do Prêmio Jabuti, em 2013, na categoria melhor livro de poesia com “A Voz do Ventríloquo”. Foi um dos organizadores, junto com os poetas Rodrigo Garcia Lopes e Marcos Losnak, da Revista Coiote, especializada em literatura, editada com patrocínio do Promic, programa de fomento cultural de Londrina, que teve repercussão nacional.
A homenagem a Ademir nos 21 anos do Londrix traduz bem o próprio Festival, que privilegia alternativas estéticas, fusões de linguagem e caminhos não-mercadológicos para a literatura e a poesia.
AULA ESPETÁCUO COM RENATO FORIN JR

A programação principal do Londrix 2026 terá na abertura DAR A MÃO A ALGUÉM – AULA-ESPETÁCULO EM DIÁLOGO COM CLARICE LISPECTOR, com o professor, escritor e ator Renato Forin Jr. “Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria” são palavras do romance “A paixão segundo G.H.” que foram escolhidas para estampar a lápide de Clarice Lispector no Cemitério judeu do Caju, no Rio de Janeiro. Na Aula-Espetáculo Renato convoca o público a uma autopercepção do estranho e “sobrenatural” gesto de estar vivo, bem como a uma comunhão com o próximo. Numa reflexão propiciada pela arte sobre a fraternidade da dor e da finitude, ele mostra como a autora foi a principal inspiração para sua vida, vertida em literatura, especialmente no livro “OVO”. Na aula, o performer joga com projeções, quadros, músicas e áudios em off.
Dia 18 de setembro, 18h30, no Museu Histórico
RODAS DE CONVERSA DESAFIADORAS SÃO DESTAQUE NA PROGRAMAÇÃO
A programação principal do Londrix 2026 traz rodas de conversa que prometem dimensões pouco exploradas da literatura. Todas acontecem no espaço-sede do Londrix 2026, no Museu Histórico Padre Carlos Weiss, no Centro de Londrina.

ADEMIR ASSUNÇÃO, o autor homenageado do Londrix, abre o ciclo de Rodas de Conversa na noite de 18 de setembro, às 20h, com o tema QUANDO O POEMA VÊ O MUNDO, explorando os diferenciais do olhar poético.

SILVANA TAVANO protagoniza a Roda de Conversa RESSUSCITAR MAMUTES: QUANDO A LITERATURA ATRAVESSA IDADES E TEMPOS, na manhã do dia 19 de setembro, 10h30. Ela é jornalista e escritora premiada, com diversas publicações voltados à criança e à literatura juvenil.

ADRIANA VIEIRA LOMAR, faz a Roda de Conversa LITERATURA, TERRITÓRIOS E IDENTIDADES, na tarde de 19 de setembro, 16h. Escritora nascida no Rio de Janeiro, com trânsito de vida em Alagoas, autora de poemas, contos e romances, com destaque para “Ébano sobre os canaviais”, romance de 2022, vencedor do 7º Prêmio Kindle de Literatura.

LUIZ ANTONIO SIMAS, poeta, compositor, cronista, historiador social e pesquisador apaixonado da cultura, filosofia e religiosidade populares é o destaque da Roda de Conversa POÉTICAS POPULARES na noite de sábado, 19 de setembro, às 19h, explorando a poesia da vida do povo, em especial da vida popular carioca e sua matriz afro-brasileira.

DAN BARBOSA DANIEL autografa e conversa com o público sobre SLAM | CORPO E POESIA EM TERRITÓRIO MARGINAL, uma publicação de autoria coletiva, que será representada por Daniel, idealizador do projeto. Os autores são adolescentes que estiveram em medida socioeducativa em 2025 no CENSE 1 de Londrina e também compõem arte-educadores, poetas e professoras do CENSE I de Londrina. 20 de setembro, 15 horas, no Museu Histórico.

RODRIGO GARCIA LOPES E KAREN DEBÉRTOLIS fazem juntos a Roda de Conversa A VOZ DO POEMA: DA ESCRITA À PERFORMANCE, dia 20 de setembro, 16h. Os dois autores londrinenses são reconhecidos pelo trabalho poético que expande horizontes de intervenção.

DANIEL MINCHONI, fundador do Poesia Esporte Clube – PEC, está na Roda de Conversa POEMA AO VIVO; POEMA NA VIDA, dia 20 de setembro, 17h30, faz a defesa da espontaneidade da poesia criada ao vivo diante do público, capturando sua recepção.
SARAUZINHO

EDNA AGUIAR, referência como atriz, cantora , diretora, figurinista e contadora de histórias, chega ao Sarauzinho do Londrix com a história de “Oxum”, a Orixá das águas doces, dos rios, das cachoeiras, do amor, da beleza e da fertilidade. É também associada à sabedoria, à sensibilidade, à prosperidade e ao cuidado. Nas águas de Oxum vivem o movimento, a beleza e a força da vida. Sua presença nos lembra que sabedoria também é saber cuidar, que o amor é força e que a beleza pode ser uma forma de resistência e celebração da existência. Um encontro para ouvir, imaginar e conhecer, por meio da narrativa de Edna, a força e a beleza de Oxum. 20 de setembro, 17 horas, no Museu Histórico.
PROGRAMAÇÃO DE SHOWS

BERNARDO E O BANDO NO CORAÇÃO DO TEMPO
– 17 de setembro, 21h, no Rocha’s Bar.
O novo show de Bernardo e o Bando do Cão Sem Dono, NO CORAÇÃO DO TEMPO, reúne canções dos cinco álbuns já lançados pelo grupo sua estreia nos anos 90, com DINAMITE PURA. São 50 minutos de canções que são poemas, várias em parcerias com compositores-escritores, como Maurício Arruda Mendonça e Mário Bortolotto. NO CORAÇÃO DO TEMPO traz o Bando novamente em formação de trio, com Bernardo Pellegrini e Eduardo Batistella no violão e bateria e Alessandro Franco, o Prog, no contrabaixo.

FAROL NEGRO
– 18 de setembro, 22h, no Rocha’s Bar.
FAROL NEGRO, banda formada em 2017 que já viajou por muitos palcos e festivais, estará no palco Londrix com sua fusão gostosa de western, country, bluegrass, rock e surf music com alma brasileira. O Farol Negro é um quarteto formado por Demétrius Coutinho no violão, banjo e voz; Alberto Carvalho, contrabaixo acústico e voz; Diego Alexandre, guitarra e voz e Lucas Ricardo na bateria.

SHOW MHORULA, COM MAU WERNER E ALESSANDRA CUNHA
Acompanhando o desfile Londrina Veste Literatura, o som experimentalista do Show Mhrula, com MAU WERNER E ALESSANDRA CUNHA.
19 de setembro, 22h, no Rocha’s Bar

TUDO SAGRADO
– 19 de setembro, 23h, no Rocha’s Bar.
A poesia pulsante de Chris Vianna encontra a melodia intensa de Henrique Medina na estreia do show Tudo Sagrado. A força do show se revela na entrega. Chris conduz a plateia como extensão da própria poesia. As temáticas atravessam as relações de entrega desigual e o movimento de retorno a si, onde percepção e afeto são gestos de valorização pessoal. Henrique Medina incorpora sua escrita poética ao repertório. A química da dupla traduz um diálogo entre palavra e música que reafirma a potência poética contemporânea de Londrina.

DÉCIO CAETANO E BANDA
– 19 de setembro, 24h, no Rocha’s Bar.
DÉCIO CAETANO BLUES BAND é referência no blues brasileiro, inspirada no Chicago blues e blues-rock. A banda conquista o público pela precisão instrumental e solos arrebatadores e promete clássicos do blues mundial, como B.B. King, Muddy Waters, Stevie Ray Vaughan e faixas autorais acentuadas. Para o Londrix, Décio musicou três poemas de autoras londrinenses, que passam a integrar o repertório da apresentação: “A língua secreta da permanência”, de Chris Vianna; “Retirada”, de Samantha Abreu e “Suíte”, de Célia Musilli. Ao transformar esses poemas em canção, Décio aproxima a linguagem do blues da produção poética da cidade, fazendo da música também um território de encontro com a palavra. A formação tem Décio Caetano, guitarra e voz; Edu Mella Bass, Leandro Supershinsk Bateria,Mario Mella,Keyboards.

SACO DE RATOS
– na noite de sexta,18 para sábado, 19 de setembro, 1:30h, no Rocha’s Bar;
A Banda Saco de Ratos traz para o Londrix suas letras ébrias e cruas, de blues e rock nacionais. Formada em 2007, a banda tem como vocalista o escritor Mário Bortolotto, as guitarras gritantes de Fábio Brum e Marcelo Watanabe, Fábio Pagotto no baixo e Rick Vecchione na bateria. O repertório é amplamente autoral e tem composições de amigos de peso, como Renato Fernandes (“Bêbados Habilidosos”), Paulo Carvalho (“Velhas Virgens”), Paulo de Tharso (“Big Balls” e “A Casa Caiu”), Fábio Cascadura (“Cascadura”) e parcerias com poetas como Marcelo Montenegro, Pierre Masato, Cassiano Antico e Celia Nigel. Ainda traz recriações de músicas de Roberto Carlos, Barão Vermelho e Itamar Assumpção.

SLAM PÉ VERMELHO, 20 de setembro, 19h, no Rocha’s Bar
E o bicho da poesia pega quando se trata do Slam Pé Vermelho, que promove um campeonato de poesia falada em que poetas apresentam poemas autorais de até 3 minutos, na crueza da coisa, sem auxílio musical ou objeto cênico, num campeonato onde o júri é formado pelo público e vai dando notas de 0 a 10. O Slam Pé Vermelho iniciou suas atividades em 2019 em Maringá (PR), sendo realizado pelo Coletivo Pé Vermelho, um grupo de poetas e produtores locais que organiza oficinas, cursos, saraus e espaços de projeção às vozes dos poetas da região.

SLAM BLACKOUT
Slam Blackout é uma batalha de poesia falada que ocorre em Londrina desde novembro de 2024, com mais de dez edições. Os eventos têm como princípio a construção de um espaço temporário de pertencimento e segurança para pessoas dissidentes, que no microfone ressignificam o mundo ao redor, denunciam suas mazelas e celebram a diversidade através da poesia. Blackout é um coletivo surgido em 2023, de origem periférica, que pesquisa a palavra e a performance poética, desenvolvendo laboratórios e fomentando oficinas de escrita e declamação. É composto por Luís Sandrim, Hilary Alves e Camila Cristina, com produção de Dan Black.
20 de setembro, 20h, no Rocha’s Bar

SAMBA ANCESTRAL, 20 DE SETEMBRO, 21h, no Rocha’s Bar
Ogan Guilherme traz para o palco do Londrix o samba de ancestralidade dos terreiros. Com o som dos atabaques e os cânticos, mesclam batidas de matriz africana, alegrias e comunhão.
FEIRA DE LIVROS LONDRIX E FLIL

De 18 a 20 de setembro na programação principal do Londrix no Museu Histórico, escritores independentes, editoras, artistas gráficos, ilustradores, quadrinistas e coletivos se reúnem colocando seus trabalhos em circulação e aproximando dos leitores novas histórias, novas perspectivas e novas vozes, na FEIRA DE LIVROS LONDRIX E FLIL. Serão 16 autores convidados, 6 Artistas gráficos, ilustradores e quadrinistas, 5 coletivos e 8 editoras.
FEIRA LONDRIX OKUPA

Também de 18 a 20 de setembro, ao lado das Rodas de Conversa que acontecem no Museu Histórico com autores, vai rolar a Feira Londrix Okupa, com venda de moda, arte, acessórios, produtos de bem-estar de iniciativas autorais e independentes de criadores londrinenses, colocando suas ideias e a economia criativa da cultura em movimento.
OFICINAS

OFICINA DE VERSOS FANTÁSTICOS, com Valdir Grandini
– Dia 12 de setembro, no Assentamento Aparecidinha
A OFICINA DE VERSOS FANTÁSTICOS proporciona às crianças brincar e criar poesias nonsense, explorando o ritmo, a rima, a fantasia, a criatividade, a criticidade e o humor. Tudo na perspectiva de que o amor pela poesia frutifique da forma adequada à infância: pela imaginação e pela diversão, do começo ao fim da oficina.
As crianças da comunidade do Aparecidinha vão conhecer e se inspirar no poema nonsense, primeira escola poética voltada à infância, criada pelos ingleses Lewis Carroll (27/01/1832 – 14/01/1898) e Edward Lear (12/05/1812 – 29/01/1888), no período da Inglaterra vitoriana.
OFICINA POÉTICAS POPULARES BRASILEIRAS, Com Valdir Grandini
– 17 setembro – quinta-feira
Local: Casa da Vila – Vila Brasil
Nessa oficina, Valdir Grandini trabalha com oficineiros, arte-educadores, professores e educadores sociais possibilidades de ensino e iniciação criativa à poesia, partindo das estéticas presentes em várias vertentes da poesia popular brasileira: os aforismos e ditados populares, o cordel e a poesia do samba. O objetivo é a sensibilização e envolve exercícios de criação poética pelos participantes, entremeados de informações sobre a conceituação de cultura popular e a importância estética das poéticas dessa cultura. A oficina oferece 15 vagas.

OFICINA DE GESTÃO DE PROJETOS, com Marcelo Domingues
– 18 de setembro, 17h
Local: Colégio Castaldi
Os desafios que envolvem a gestão de projetos e como encará-los de forma organizada e criativa são tratados nessa oficina, à partir da referência de um dos mais reconhecidos fazedores de cultura do Paraná, organizador do Festival Demosul, reconhecido no país e no exterior como referência de promoção da música independente e da formação de público nesse sentido. Será um encontro de trocas de experiência sobre como colocar projetos em movimento e em destaque.
LANÇAMENTOS

IVAN DIAS
LANÇAMENTO DO LIVRO PALIMPSESTO, de Ivan Dias. O livro nasceu de inquietações: O que permanece de nós quando tudo parece ter sido refeito? Quanto daquilo que fomos continua escrevendo, silenciosamente, aquilo que somos? Sob a escrita nova, sobrevivem sinais de outras escritas, quase apagadas, mas nunca inteiramente desaparecidas. Ivan toma essa imagem como princípio de criação e percorre poemas, canções, histórias, imagens, conversas e memórias para construir uma poesia que reconhece suas origens e, ao mesmo tempo, as transforma. Está aí a beleza maior de Palimpsesto: lembrar que reescrever-se não é apagar o passado, mas aprender a escrever sobre ele.
LANÇAMENTO DO VÍDEO PALIMPSESTO. A partir do poema de Ivan Dias, o vídeo Palimpsesto constrói como uma experiência de sobreposição de linguagens, onde poesia, voz, música, pintura e imagem se contaminam e se transformam mutuamente, numa obra audiovisual que nasce da criação audiovisual de Carlos Fofaun, da música de Edu Benvenhu, da produção e voz de Chris Vianna e da participação do artista visual Cláudio Ferreira, com produção da Controvento.
O palimpsesto carrega a ideia de sobreposição, apagamento, permanência e reescrita: mesmo quando algo é apagado, vestígios permanecem. O carvão surgiu como matéria capaz de traduzir visualmente esse movimento, pela possibilidade de desenhar, apagar, refazer e manchar. A participação do artista visual Cláudio Ferreira tornou-se parte essencial do processo. A música de Edu Benvenhu também nasceu da escuta do poema.
19 de setembro, 17 horas no Museu Histórico

MÁRIO BORTOLOTTO
Lançamento do romance policial MAMÃE NÃO VOLTOU DO SUPERMERCADO, com o personagem Caio numa jornada de violência e vingança após o assassinato da mãe. Diálogos afiados, humor negro e atmosfera de cinema noir.
Mário lança também no Londrix o livro de poesias PARA OS INOCENTES QUE FICARAM EM CASA, onde a poesia mergulha na vida urbana, na marginalidade e na contracultura, entre blues, jazz, cinema e lirismo.
20 de setembro, 15 horas no Museu Histórico

FABIO SANTIAGO
Lançamento de TRAILER FRENESI, romance de estreia de Fabio. A obra acompanha Don, um jovem de 21 anos que vive em um trailer e registra o cotidiano de uma banda grunge brasileira formada por meninas, no início dos anos 1990. Entre som, imagem e ritmo, o acaso conduz o protagonista a uma espiral de acontecimentos, em uma narrativa marcada pelo frenesi.
20 de setembro, 15 horas no Museu Histórico

JOÃO CARLOS BORIAN
Autografa o romance A GEADA que revisita o Paraná rural a partir da histórica geada de 1975, abordando temas como memória, êxodo rural, transformações sociais e afetos, por meio de uma narrativa marcada por múltiplas vozes e forte dimensão humana.
20 de setembro, 15 horas no Museu Histórico
MOSTRA LONDRINA DE VIDEOPOEMAS

Nos dias 18, 19 e 20 no Museu Histórico, durante a programação do Londrix, e no Bar da Mata, no horário de funcionamento do bar, tem a projeção continuada da MOSTRA LONDRINA DE VIDEOPOEMAS, com criações selecionadas de poemas em vídeo de autores diversos.